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23jun
Redes sociais agora integram ritos da adolescência

Há mais de cem anos, quando foi lançado o telefone, houve alguma discussão quanto aos riscos sociais que essa nova tecnologia apresentava: o aumento da agressão sexual e o prejuízo às relações humanas. “Ia destruir a nossa sociedade”, conta Megan Moreno, uma especialista em medicina para adolescentes da Universidade de Wisconsin, campus de Madison. “Os homens ligariam para as mulheres para fazer comentários lascivos, e as mulheres ficaria vulneráveis, e nunca mais teríamos conversas civilizadas novamente.” Em outras palavras, o telefone provocou muitas das mesmas preocupações que mais recentemente têm sido expressas sobre as mídias sociais na internet. “Quando uma nova tecnologia tão importante aparece, há sempre essa reação inicial alarmista”, diz Moreno.

De fato, muitas das primeiras pesquisas – e muitos dos primeiros pronunciamentos – sobre as mídias sociais pareciam calculados para fazerem os pais temerem uma tecnologia emergente que muitos deles não entendem tão bem quanto seus filhos. Seja no que se refere ao “sexting”, ao “bullying” virtual ou ao espectro da compulsão à internet, “boa parte da pesquisa em mídias sociais trabalha dentro daquilo que chamamos de paradigma do perigo”, explica Michael Rich, pediatra que dirige o Centro para Mídia e Saúde Infantil no Hospital Infantil de Boston.

Embora realmente haja riscos reais, e ainda que alguns adolescentes pareçam particularmente vulneráveis, os cientistas agora compreendem esse mundo de maneira mais matizada. Muitos deles começam a abordar as mídias sociais como uma parte integrante, ainda que arriscada, da adolescência, talvez não muito diferente das primeiras experiências ao volante, por exemplo.

Os pesquisadores também têm contemplado o Facebook, o Twitter e outras redes em busca como oportunidades para identificar problemas, captar pedidos de ajuda e fornecer informação e apoio. Rich, que vê muitos adolescentes se debaterem com questões relativas à internet, ressalta a importância de evitar julgamentos generalizantes sobre os perigos de entrar na rede.

Sua presente pesquisa, em contraste, aborda as mídias sociais como uma janela, uma oportunidade para compreender e melhorar a saúde tanto física quanto mental. Num estudo sobre as maneiras como estudantes universitários descrevem a tristeza em atualizações de status em seus perfis no Facebook, ela mostrou que algumas dessas expressões estavam associadas à depressão em estudantes que fizeram testes clínicos rastreadores.

Ela reconhece, no entanto, que essa nova estratégia suscita questões sobre a privacidade dos estudantes, perguntando-se “Como pensar formas de estender essa abordagem a outros grupos de risco de maneira que não pareça uma invasão de privacidade?”. Por exemplo, como podemos ajudar pessoas em grupos de apoio a cuidar melhor umas das outras através das mídias sociais?

Indo e vindo entre os mundos da pediatria acadêmica e do jornalismo acadêmico, como tenho feito, fico impressionado com como nesses dois ambientes têm sido focados o potencial – e os riscos – das mídias sociais, e a importância de se compreender como a comunicação está mudando.

Nossos filhos estão usando as mídias sociais para atingir os eternos horizontes do desenvolvimento adolescente, que incluem a socialização com seus pares, a investigação do mundo, a experimentação de identidades e o estabelecimento da própria independência.

As mídias sociais, diz Rich, “são a nova paisagem, o novo ambiente no qual os jovens estão fazendo suas opções no processo de se tornarem adultos autônomos – as mesmas coisas que vêm acontecendo desde sempre”.

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  1. Sistahz disse:

    Concordo com a Luma. Hoje em dias os sentimentos este3o a flor da pele . c9 tudo edgaeraxo. Raiva, amor, cifames, enfim, os sentimentos se3o exacerbados, ne9?? A verdadeira inteligeancia emocional e9 um diferencial, mesmo, pois se3o raros os que agem depois de pensar.Adorei o tema, vou ler o resto.Beijos.Com certeza! Ultimamente tenho exercitado o auto-controle e a calma. Penso que ne3o posso permitir que uma situae7e3o decida como devo me sentir. Nf3s e9 que valorizamos a situae7e3o em vez de valorizar nossa safade.beijo, menina

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