Mochilas com rodinhas, cheias de compartimentos e bolsos, estão entre as preferidas das crianças, mas são as menos indicadas por quem entende da saúde dos pequenos.
Na volta às aulas, os pais devem dizer “não” a esses modelos, que, segundo fisioterapeutas, podem pôr em risco coluna e musculatura dos estudantes.
Ao forçarem apenas um lado do corpo, as malas de rodinhas são prejudiciais à postura, aponta Antônio Renato Pereira Moro, ergonomista da UFSC.
Outro problema das mochilas de rodinhas é a estrutura delas, geralmente em metal, o que as torna mais pesadas. Na hora de subir e descer escadas, a criança faz um esforço muscular maior que o adequado.
“As rodinhas mal resistem às nossas calçadas. Além disso, muitos alunos só andam de carro. Esse tipo de mochila não faz sentido para tais condições”, diz Moro.
E se a criança insistir no modelo? Para a professora de fisioterapia do Mackenzie Susi Fernandes, a solução é instruir a criança a carregar o material corretamente: com as duas mãos para trás do corpo, para distribuir o peso. Para subir degraus, a mochila deve voltar para as costas, como se fosse uma mala convencional.
Os bolsos também podem ser vilões da coluna das crianças. Apesar da impressão de que o material escolar ficará mais organizado, eles podem levar a criança a encher a mochila com objetos desnecessários – o que significa peso a mais, alerta a professora de fisioterapia.
Faltam estudos que relacionem o peso das mochilas a problemas ortopédicos, mas os especialistas apontam os riscos. “A criança está se desenvolvendo e não deve fazer muita tensão em partes isoladas no corpo, para que não haja alteração no crescimento”, diz a fisioterapeuta Yeda Bellia.
A matéria-prima da mochila também é outro fator a ser levado em conta: o melhor é optar por lonas finas ou emborrachados. “Não adianta escolher materiais que pareçam ter maior durabilidade ou malas muito estruturadas. O prejuízo para as crianças pode ser muito grande”, diz Susi Fernandes.
Além de agravar ou causar dores, o excesso de peso pode ter outras consequências na vida da criança, segundo a pesquisadora. Ela cita as “alterações posturais, como lombalgia crônica (dor na coluna), escoliose (desvio lateral da coluna) e hipercifose (corcunda)”.
O consenso entre especialistas para a melhor forma de transportar carga é junto ao corpo e de forma simétrica. “Para as crianças, o ideal é levar a mochila com as duas alças nos ombros e presas com cinto abdominal, que permite maior estabilidade”, sugere Fernandes.
Fonte: Uol Educação
Fernanda disse:
Muito bom ter esclarecimento sobre esse assunto.
Jan 06, 2012, 5:20 pmJiayi disse:
Tambe9 acho que facilita muito, ainda mais quem pousse Netbook, mais de 1 celular, camera, mp3 player, fones de ouvido, pendrives, e por ai vai! Sempre quando estou em viagem tendo acomodar tudo em uma parte da mala, mas nunca fica bom! Gostei do design desta mochila da Kata!
Jan 06, 2012, 6:43 pm