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27jun
Temperamento ajuda a definir carreira

Desde 2008, mais de um milhão de jovens responderam ao Indicador Brasileiro de Temperamentos para Adolescentes (IBTA), uma ferramenta online de autoconhecimento que ajuda a escolher uma carreira ou a confirmar o acerto por uma área já definida.

São Paulo detém a maioria de acessos ao indicador (46%), seguido por Rio de Janeiro, Distrito Federal e Bahia. As mulheres representam dois terços dos participantes e a faixa etária mais presente (65%) é daqueles entre 14 e 18 anos.

O indicador é gratuito. Está hospedado no ambiente “Estudantes” do portal do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE): www.ciee.org.br

Maria da Luz Calegari explica que “temperamento é um conjunto de inclinações inatas, relacionadas com a forma como percebemos as ‘coisas’ e com o modo como as analisamos e fazemos escolhas. Percebemos pessoas, fatos e eventos pelos cinco sentidos e pela intuição (percepção não mediada, num primeiro instante, pelos sentidos). Analisamos e fazemos escolhas mediante raciocínio lógico (pensamento) ou valores subjetivos (sentimentos). Essas variáveis influenciam nossos interesses – e aí se inserem os curriculares – e determinam a forma de realização pessoal e de relacionamento social”.

A profusão de cursos técnicos e universitários à disposição de quem quer construir uma carreira dificulta escolhas. Muitos jovens se sentem atraídos por momentos do mercado, em que determinadas carreiras estão em alta. Outros são pressionados por modelos familiares, sem saber exatamente se é isso o que de fato desejam.

Na população, segundo Calegari, é possível apontar o predomínio de pessoas sensoriais (75%). Metade delas pertence ao grupo dos artesãos, ou hedonistas, que adoram novidades, detestam regras e são naturalmente hábeis para ofícios técnicos. A outra metade se encaixa no grupo dos guardiões. São pessoas que são responsáveis, controladoras, disciplinadas, daquelas que gostam de “tomar conta de tudo”. Os restantes 25% correspondem aos tipos intuitivos. Os idealistas são 15% e os racionais, 10%.

Fonte: Uol Educação


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